FICHA TÉCNICA

A Maldição do LobisomemA MALDIÇÃO DO LOBISOMEM
Autor: Clecius Alexandre Duran
Ano de Lançamento: 2016
Nº de páginas: 268
Editora: Giostri
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SINOPSE

Desde muito antes da fatídica narrativa de Stevenson, o conto da dualidade de personalidades disputando um mesmo corpo vem fascinando a humanidade. Como seria o desenrolar dos eventos quando duas mentes de diferentes índoles assumem alternadamente o comando de um mesmo corpo? Seja em seu aspecto mais sombrio, seja em seu tom esverdeado mais pop, o dilema de O Médico e o Monstro nos desafia a imaginar como seria se nossa própria consciência nos tornasse meros espectadores de uma história de vida (ou morte) que se desenrola ao alcance de nossa percepção, mas sem nossa interferência? É fácil concluir que duas consciências distintas e antagônicas não podem conviver pacificamente num mesmo corpo. Esta é a história da disputa entre o homem e a fera e, no final, só pode haver um


RESENHA – A MALDIÇÃO DO LOBISOMEM

Em As Crônicas da Lua Cheia, vamos acompanhar Alexandre, um servidor público que durante uma de suas várias viagens é atacado – mesmo que praticamente imperceptivelmente – por um licantropo. Ao decorrer dos dias, Alexandre sente mudanças em seu físico e emocional. O outrora simples motoqueiro passa a se tornar nos esgares da Lua Cheia uma figura que aterroriza e mata. Uma criatura sedenta por sangue e carne, sem misericórdia e sem arreios. Vamos acompanhar a trajetória de Solitário em busca de encontrar o seu lugar ao sol, ou melhor às noites às vezes na companhia de sua Alcateia, às vezes em busca de respostas sobre seu destino.

A Maldição do Lobisomem

Vale ressaltarmos vários pontos positivos sobre o livro do autor estreante Clecius Alexandre: sua escrita é de uma beleza que contagia, com uma riqueza de vocabulário que nos faz navegar pelas noites insones de Solitário mundo à fora. Por vezes como um poema gótico, o autor não economiza nas descrições da fome visceral e assustadora do temível lobisomem. Sangue e carne se misturam em um verdadeiro banho mortal. A narrativa se dá em terceira pessoa, alternando entre passado – onde Alexandre conhece e participa de uma Alcateia – e presente, onde o motoqueiro ainda usa a alcunha de seu outro eu, o Solitário e sai pelas noites de Lua Cheia em busca de uma presa a quem possa recorrer.

A Maldição do LobisomemO desenvolvimento mesclando passado e presente favorece para que possamos conhecer melhor Alexandre, e seus pensamentos. Entretanto, conforme avançamos, percebemos algumas lacunas e dúvidas sobre o que havia feito o personagem durante o hiato de eventos descritos na obra. Acredito que, algumas dezenas de páginas a mais, enriqueceriam melhor nossa experiência e nos familiarizaria melhor com o protagonista. Outro ponto a se destacar, são as diversas referências de nosso cotidiano que encontramos durante a obra, algumas mais pessoais pelo ponto de vista do autor, outras mais gerais, o que não foi de modo algum negativo para mim, mas pode vir a ser para outras pessoas.

A Maldição do Lobisomem


SENTENÇA

Em suma, As Crônicas da Lua Cheia mostra a ascensão de nossos autores nacionais, que batalham MUITO para angariar leitores e compartilhar suas histórias. Um livro regado a sangue e vísceras, sem pudor e sem misericórdia. O final, ah o final… Confesso ter sido necessário que lesse duas vezes, pois não consegui assimilar de primeira o que estava se passando na minha frente. Avassalador! Para os amantes de um bom terror e órfãos de uma bela história de lobisomens, este é o seu livro. Compre o quanto antes e seja bem-vindo à alcateia.

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