Alien CovenantALIEN COVENANT

Data de lançamento: 11 de Maio de 2017 (122 min)
Direção: Ridley Scott
Elenco: Michael Fassbender, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Katherine Waterston, Amy Seimetz
Gênero: Ação, Ficção Científica, Terror, Thriller
Nacionalidade: Estados Unidos

SINOPSE E DETALHES

2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário.

Trailer:



CRÍTICA

A saga Alien é uma das precursoras da Ficção Científica, amada pelos fãs desde o longínquo Alien, o Oitavo Passageiro, quando o diretor Ridley Scott inovou e revolucionou a temática alienígena, agregando fortes elementos do horror, com bastante sangue e fluídos no mínimo nojentos. Ao longo dos anos e de suas continuações, a série sofreu com o desequilíbrio comum àquelas que criam estrondosas expectativas pelos ávidos fãs. Prometheus foi sem dúvidas o filme que dividiu opiniões, uns amaram incondicionalmente, outros detestaram com todas as forças. Há ainda aqueles que permaneceram sob o equilíbrio. Confesso que sai do cinema entusiasmado com o filme, as questões filosóficas debatidas engrandeceram enormemente a série, e todo aquele clima e ambientação de um novo mundo hostil me cativaram. Acredito que muitos fãs da franquia gostariam de ver a série sob novos olhares, novos aspectos. Uma nova caracterização.

Alien CovenantEnfim chega Alien: Covenant, com desconfiança por parte de uns, entusiasmo por outros e até mesmo esperança por muitos. Será Covenant uma continuação direta de Prometheus? Irá responder a todas as questões levantadas no filme anterior? É melhor? É pior? É inevitável a comparação, a doce e traiçoeira comparação.

Alien CovenantTudo começa quando os tripulantes da nave – que leva o nome o do filme: Covenant -, são “acordados” após uma explosão estelar causar uma pane nos controles, fazendo inclusive com que o capitão, que estava dormindo com os demais em incubadoras fosse incinerado vivo numa cena chocante. A nave tem em seu seio uma colônia com mais de 2 mil pessoas, que estão sendo transportadas a um planeta habitável, afim de iniciar uma colonização em massa, o sonho de expandir fronteiras e controlar outros lugares. Assustados, os tripulantes se veem danificados sem a figura de seu comandante. E é aí que entra em cena Christopher Oram (Billy Crudup) ao herdar o comando, mesmo sob olhares de desconfiança.

Após reestruturar a nave, os tripulantes continuam sua jornada pelo espaço até o momento que identificam um novo planeta, que segundo avaliações, é perfeitamente habitável. Um lugar “aparentemente” feito na medida para uma colonização da raça humana. Ao desembarcarem neste novo planeta, eles se deparam com criaturas selvagens e mortais, e quando um ajudante misterioso surge para salvá-los, as revelações são postas à luz. Questões filosóficas voltam à tona, com muito mais afinco e com muito mais poderio. O mundo que até então era vislumbrado como salvação esconde em suas entranhas memórias sombrias e aterrorizantes. A sobrevivência é a única saída.

Alien Covenant


SENTENÇA

O filme é grandioso em seus efeitos especiais, enredo, equilíbrio e reviravoltas, dividido em 3 atos, o Alien Covenant sabe mesclar momentos de ação e tensão com momentos de calmaria e revelações. O perigo está sempre à espreita, as coisas fluem de maneira espetacular. A terceira e última parte é recheada de emoções e terror. O filme cumpre o que promete e vai além, um filmaço! As atuações são medianas, exceto pelo sempre competente Michael Fassbender ao interpretar as duas figuras principais do filme. A direção é extremamente regular, Ridley Scott abarcou em suas ideias. Os conflitos filosóficos são críveis e ascendentes. Nota-se a evolução do conceito por trás de Prometheus, nota-se que há ainda muitos caminhos no horizonte, infinitas possibilidades a serem trabalhadas nas próximas películas.

Obs. Um agradecimento especial à editora LeYa por nos ter concedido a oportunidade de ver o filme na pré-estréia.

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