FICHA TÉCNICA

As Tumbas de Atuan - Ciclo Terramar #2 - Ursula K. Le Guin | ResenhaAS TUMBAS DE ATUAN (Ciclo Terramar #2)
Autora: Ursula K. Le Guin
Ano de Lançamento: 2017
Nº de páginas: 160
Editora Arqueiro
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SINOPSE

Quando Tenar é escolhida como suma sacerdotisa, tudo lhe é tirado: casa, família e até o nome. Com apenas 6 anos, ela passa a se chamar Arha e se torna guardiã das tenebrosas Tumbas de Atuan, um lugar sagrado para a obscura seita dos Inominados.

Já adolescente, quando está aprendendo os caminhos do labirinto subterrâneo que é seu domínio, ela se depara com Ged, um mago que veio roubar um dos maiores tesouros das Tumbas: o Anel de Erreth-Akbe. Um homem que traz a luz para aquele local de eternas trevas, ele é um herege que não tem direito a misericórdia.

Porém, sua magia e sua simplicidade começam a abrir os olhos de Arha para uma realidade que ela nunca fora levada a perceber e agora lhe resta decidir que fim terá seu prisioneiro.

Finalista da Newbery Medal, que premia os melhores livros jovens de cada ano, As Tumbas de Atua dá continuidade ao elogiado Ciclo Terramar com uma singela história que rompeu com os paradigmas de heroína quando foi lançada.


RESENHA – AS TUMBAS DE ATUAN

Leia a resenha do primeiro livro AQUI!

Em um determinado ponto deste livro, Ursula fala sobre a liberdade e sobre as escolhas que às vezes temos e às vezes não sobre nossas vidas. As Tumbas de Atuan trata muito disso, sobre algo que nos é imposto e que nos faz mergulhar no poço da ignorância, presos sobre as correntes do desconhecido que nos conduz para uma vida de trevas e solidão. Esta é a vida de Arha, esta seria a vida de Tenar se não houvesse um Gavião em seu caminho, esta é a história do segundo livro do clássico Ciclo de Terramar de uma das mais geniais autoras de todos os tempos.

As Tumbas de Atuan - Ciclo Terramar #2 - Ursula K. Le Guin | Resenha

(…) A estrada sobe em direção à luz, mas o viajante sobrecarregado pode nunca chegar a seu fim (…) 

As Tumbas de Atuan é um livro com tão poucas páginas, mas com tantas informações, tantas nuances e pontos a serem destacados – assim como foi seu predecessor -, que ansiamos por mais, muito mais. Livros de fantasia geralmente são verdadeiros calhamaços, com centenas e mais centenas de páginas, poucos são tão sucintos, tão diretos quanto o Ciclo de Terramar. Ursula usa cada livro de sua série para abordar temas recorrentes, temas que nos faz refletir sobre nossa conduta e paradigmas.

As Tumbas de Atuan - Ciclo Terramar #2 - Ursula K. Le Guin | Resenha” – Você achou mesmo que eles haviam morrido? No fundo do coração sabe que não é verdade. Eles não morrem. São tenebrosos e imorredouros e odeiam a luz, a luz breve e luminosa da nossa mortalidade. São imortais mas não são deuses. Nunca foram. Não merecem ser cultuados por nenhuma alma humana”.

Tenar, ainda criança é tida como a Sacerdotisa Única Renascida das Tumbas de Atuan, e a partir de agora terá sua vida moldada ao culto que representa adoração e obediência aos seres das trevas conhecidos como Inominados, trilhando os caminhos que lhes são traçados por dogmas há muito estabelecidos, e continuar servindo as figuras que anseiam somente por viver na mais profunda escuridão. Neste ponto Tenar torna-se Arha. E os labirintos mortais e traiçoeiros de Atuan torna-se sua casa.

As Tumbas de Atuan situa-se em um local isolado do mundo, com costumes e crenças próprias e com pouca ou quase nenhuma interferência externa. As coisas mudam quando um forasteiro vem ao local com o intuito de roubar o mais precioso dos tesouros, desafiando o poder dos Inonimados, da fé e trazendo consigo uma centelha de claridade. E, em um local onde as trevas habitam, uma fagulha de luz faz com que as consequências sejam arrebatadoras. E é neste ponto que o livro mostra a que veio, pois Arha em seu papel de Sacerdotisa Única tem como dever liquidar qualquer afronta contra seus “Deuses” e cegar a si mesma sobre quaisquer outros caminhos. Entretanto, ela vê no forasteiro que há muito mais no mundo do que somente trevas.

As Tumbas de Atuan - Ciclo Terramar #2 - Ursula K. Le Guin | Resenha

(…) A liberdade é um fardo pesado e uma carga enorme e estranha para o espírito carregar. Não é fácil. Não é um presente dado, mas uma escolha que se faz, e a escolha pode ser difícil. (…)

Assim como no primeiro livro, Ursula pega uma personagem ainda criança e vai desenvolvendo. Olhando de maneira paralela, Ged e Tenar são muito parecidos e ao mesmo tempo muito diferentes. Tenar é para As Tumbas de Atuan como o Gavião é para O Feiticeiro de Terramar, uma protagonista em ascensão. Ao contrário de seu antecessor, Atuan não explora muito de Terramar, não há viagens pelos infindáveis continentes e exploração de suas várias cidades, todo o enredo se passa sobre o local e seus costumes. Não há muitos personagens, e os que há, são bem aproveitados. É notável a evolução de Ged, aquele garoto ambicioso e por vezes arrogante tornou-se alguém a ser admirado. Alguém capaz de transformar uma vida.


SENTENÇA

As Tumbas de Atuan é um clássico da Literatura Fantástica. Com uma história riquíssima e debates pertinentes, esta continuação da saga do maior feiticeiro de todos os tempos é algo próximo a uma linda canção que fica sobre os acordes do tempo, esperando para ser entoada. Leitura obrigatória para os fãs de fantasia e desta autora genial.

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