Gleyzer Wendrew é autor do livro A Face dos Deuses, lançado em meados deste ano pela editora Kiron, venha conhecer um pouco mais sobre o autor e sua sensacional criação.
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1) Olá Gleyzer, seja muito bem-vindo ao Acervo do Leitor, é uma honra tê-lo como parceiro do nosso projeto. Se apresente para nossos leitores, quem é Gleyzer Wendrew?

Olá, muito obrigado pela oportunidade, a honra é toda minha. Bem, eu sou o Gleyzer Wendrew, nascido e crescido em Brasília, cruzeirense de coração, e também autor da saga “As Crônicas da Aurora”. Tenho 24 anos, sou formado em Administração de Empresas, mas minhas verdadeiras paixões são a filosofia e a história. Desde criança eu sempre fui fascinado por assuntos medievais e mitologias, então sempre gostei muito de ler coisas a respeito, e o universo fantástico criado por Tolkien sempre me fascinou bastante, depois conheci Bernard Cornwell e “As Crônicas de Gelo e Fogo”; então agora estou tentando consolidar meu próprio universo, e “A Face dos Deuses” é apenas o primeiro passo dessa longa jornada.

2) Sabemos das inúmeras dificuldades para publicar um livro e alcançar um desempenho satisfatório em nosso Pais, ainda mais de um gênero que carece tanto de apoio como a Fantasia, o que o motivou a entrar neste mundo? E na sua opinião, o que poderia ser feito para ajudar os nossos autores nacionais?

Bem, primeiro, o que me motivou, foi a paixão por escrever, é algo que sempre amei fazer; segundo, senti que tinha uma estória que precisava ser contada. Mas desde o início sabia que não seria fácil, de entrar no mercado, ser reconhecido e tudo mais; não pela qualidade, existem inúmeras obras absolutamente fantásticas espalhadas Brasil afora, mas simplesmente o público não reconhece e não dá valor a isso.
Então, o que poderia ser feito para ajudar os autores: as grandes editoras começarem a valorizar o trabalho que está sendo feito por aqui, invés de apenas investir em sagas que foram lançadas e fazem algum sucesso lá fora. E acima de tudo, a união entre os próprios autores, algo que, definitivamente, não ocorre. O que já pude notar é um pensamento egoísta predominante, tipo “cada um por si”, e que não ajuda em nada o cenário. Triste isso.

 3) Quais foram as suas influências na criação das Crônicas da Aurora, sejam elas literárias ou não?

Ah, é difícil escolher uma ou umas. Tudo me influencia, o que vejo, escuto e sinto, até os jogos que jogo me influenciam. Mas Tolkien, Cornwell e George Martin, são minhas principais referências literárias.

4)Falando sobre o seu livro, apresente-o aos nossos leitores, do que se trata A Face dos Deuses? Quando começou a escreve-lo? Quantos livros você tem planejado para a saga e como está o processo dos próximos volumes?

Bem, costumo dizer que A Face dos Deuses não é um livro sobre heróis, eles já morreram há muito tempo. É um livro sobre a dor e o desespero que ficam depois que todos que você amava foram tirados para sempre de você. É um livro sobre o sentimento de vingança que pulsa diariamente em suas veias; sobre as escolhas que temos de fazer depois que a esperança nos abandonou definitivamente…
Eu comecei a escrevê-lo em meados de setembro do ano passado (2015), e terminei em fevereiro deste ano (2016). Serão 4 livros no total, e o segundo volume (A dança dos mortos) já está em andamento.

 
5) Neste primeiro volume, A Face dos Deuses, nos deparamos com personagens complexos, conhecidos como “cinzas” devido a sua personalidade, sempre andando na linha tênue do bem e do mal, como foi o processo de criação deles e porque você os escolheu a serem desta maneira?

Foi um processo natural. Eu costumo atribuir aos personagens que crio as características que vejo nas pessoas da “vida real”. Não acredito que alguém seja bom ou ruim; tudo é uma questão de interesses, então tentei passar isso para os personagens que criei. E também quis fugir do clichê mocinho/vilão, acho chato kkk

 

6) Uma pergunta que tenho certeza que os fãs gostariam de te perguntar é, de onde você tirou tantos nomes diferentes, sejam para os personagens, seus títulos ou para as divindades?

Tirei tudo da minha cabeça mesmo kkk. Estou criando uma língua, que se chama viïda (pronuncia-se véda), e todos os nomes que inventei são nessa língua, mas não me baseei em nada diretamente não.
A religião é figura absolutamente presente em todo o livro, muitas pessoas de diferentes partes do continente moldam suas características de acordo com o deus que servem, os Vatrianos são mais frios e violentos, frutos de sua adoração a Fyaär o deus do ódio, como você vê esta relação com a religião e como isto afeta nos conflitos da obra?

 
Bem, eu considero os vatrianos um povo fantástico (risos), suas crenças, suas motivações, suas ações, tudo baseia-se na religião. Por seguirem Fyaär, o deus do ódio, todas as ações “brutais” que fazem é justificado pela religião e pelo deus que seguem, e, pra ser sincero, isso não é muito diferente de algumas coisas que acontecem no mundo atualmente.

8) O livro é brutal em algumas descrições, o que podemos esperar dos próximos volumes? Você manterá a essência ou irá afligir ainda mais a crueldade presente em A Face dos Deuses?

Serão tão brutais quanto. Quem ler/leu A Face dos Deuses e gostar/gostou, não vai se decepcionar. Sem mais kkk

9) São 14 famílias ao todo apresentados em A Face dos Deuses, para os próximos volumes você está trabalhando na maior relevância das outras tantas que não tiveram muito espaço neste primeiro livro? Podemos esperar ainda mais conflitos e complexidade nas disputas entre eles?

Sim, esse primeiro livro foi focado mais nos reis, príncipes e rainhas, nas pessoas do “topo da pirâmide social” e tal. “A Dança dos Mortos” (título do futuro segundo volume) será um pouco diferente, terá um outro foco, mas não falarei muito sobre isso agora kkk.

 

10) Agradecemos muito a sua presença aqui no Acervo do Leitor, seu livro ganhou nossa avaliação máxima e estamos ansiosos pelos próximos volumes, gostaria de deixar um recado aos nosso leitores?

Eu que agradeço pela oportunidade. O trabalho de vocês é fantástico e desejo muito sucesso para o blog.

Que bom que vocês gostaram, e ainda recebi nota máxima, fico alegre demais em saber disso. É muito bom ter seu trabalho valorizado, estou muito feliz com todas as críticas que venho recebendo, e isso me motiva cada vez mais a continuar nessa cruzada.

Se você, leitor, se interessou, visite o site www.cronicasdaaurora.com ou curta a página “As Crônicas da Aurora” no facebook ou siga meu perfil no instagram @gleyzerwendrew ou ajude e apoie de qualquer outra forma, não só eu, mas a literatura nacional como um todo. Sem você, ela não vai crescer; nós, autores, precisamos de vocês. Faça sua parte, estamos tentando fazendo a nossa.

Gostaria de agradecer a todos, familiares e amigos, por todo o suporte e carinho que venho recebendo.
Abraço!

 

 
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