FICHA TÉCNICA

MESSIAS DE DUNA
Autor: Frank Herbert
Ano de Lançamento: 2017
Nº de páginas: 272
Editora: Aleph
Compre na Amazon: http://amzn.to/2vLj3q3


SINOPSE

Doze anos se passaram desde que Paul Atreides ascendeu ao trono e acumulou os títulos de imperador e messias. Líder do maior império que a humanidade já viu, Paul está terrivelmente consciente do peso de suas decisões. Arrakis tornou-se o centro do Imperium, de onde os fremen se propagaram a fim de levar sua filosofia e forma de governar aos planetas por eles conquistados. Os inevitáveis conflitos gerados por essa expansão fazem importantes facções contrárias ao imperador reunirem forças para detê-lo. Uma grande disputa está prestes a ter início nos bastidores do poder, e apenas Muad’Dib pode decidir o destino de todos. Messias de Duna é o segundo volume da série criada por frank herbert. Ele revela um lado mais humano de seus personagens, além de aprofundar e estender o universo de Duna, aliando discussões políticas, filosóficas e religiosas à épica história de poder, vingança e redenção.


RESENHA – MESSIAS DE DUNA

Liberdade ou responsabilidade? Por mais que nosso desejo pela leveza da liberdade arda em nossos corações, o peso da responsabilidade clama em nossa mente. O conhecimento nos faz responsáveis, e como tal não permite o dom da ignorância. Essa pequena obra é sobre a imensa e esmagadora realidade que é sustentar uma ideologia e uma nação. Para que seu povo tivesse seus pés livres fincados no chão, um homem pôs o peso de todas as decisões sobre seus ombros. E por aguentar, foi elevado à um status de divindade. Porem, quando o homem pensa que é deus, ele vira o diabo.

messias de duna

“Fazendo uma estimativa conservadora, matei sessenta e um bilhões, esterilizei noventa planetas, desmoralizei completamente outros quinhentos. Eliminei os seguidores de quarenta religiões que existiam.”
.”

Paul Atreides é o imperador. O tão aguardado Messias que ascendeu ao trono de Arrakis. O épico final de uma jornada que começou com traição, luta por sobrevivência e que culminou com um destino profético. Como um sol que a tudo ilumina e queima, o jovem Paul de um simples sobrevivente passou para uma status de lenda, até se tornar um “deus”. Sangue foi e ainda é derramado em seu nome pelos confins da galáxia. O domínio da especiaria Melange o permitiu controlar o universo. Ele tenta governar com pulso firme, mas possui um coração vacilante. Fragilizado pela infertilidade de seu amor, isolado pelo respeito de seus amigos e preocupado com tamanha violência dos seus seguidores, Paul está só. A voz que dita o ritmo da Galáxia não tem mais nada a dizer. E sempre existirão aqueles fracos o bastante para se aproveitarem do vacilo dos fortes. Todo império tem sua ruína e toda estrela tem sua morte. A pergunta é: quando?

 “Usar de força bruta é tornar-se infinitamente vulnerável a forças maiores.”

A noite todos os gatos são pardos e os ratos saem dos esgotos. Diante de um emocionalmente fragilizado Imperador forças tramam sua derrocada. Dançarinos Facias Tleilaxu (transmorfos) se unem as Bene-Gesserits, uma antiga ordens religiosa desprestigiada, a sua Imperatriz desgostosa, a uma Guilda comercial espacial com pilotos que perderam seu monopólio e ao desejo de fanáticos religiosos para depor o Messias esperado. Um ato friamente pensado por aqueles próximos o bastante fisicamente, mas igualmente distantes emocionalmente, que visam destronar e dar fim a uma era. Mas quando um gigante cai, não é bom estar por perto. Até onde você consegue esconder e enganar seus desejos daquele que tudo vê. Paul Atreides pode estar com seu coração pequeno, mas seus espírito continua enorme. Querem arranca-lo do trono, mas ele ainda vai arrancar muitos corações no processo.

“A guerra é útil por ser eficaz em tantas áreas. Estimula o metabolismo. Reforça o Governo. Difunde as linhagens genéticas. Têm uma vitalidade que não se compara a nada mais no Universo. Somente aqueles que reconhecem o valor da guerra e a praticam têm uma certa medida de autodeterminação.”


SENTENÇA

Essa obra é um curto, e velho, debate filosófico entre Estado vs. Religião durante uma tentativa de “golpe de estado”. Um livro pequeno e, infelizmente, com pretensões menores ainda. Toda grandiosidade de Duna não é vista em sua sequência. A ausência de explicação do que aconteceu durante os doze anos após a ascensão de Paul ao trono faz muita falta e tira um pouco o sentido e peso da trama. Você (autor) não pode preencher lacunas vazias com sua “agenda” pessoal. Pode até tentar, mas não conseguirá enganar o público. Sorte que o carisma gerado pelos personagens de Frank Herbert dão fôlego a essa sequência. Encaro os dois primeiros volumes desta série como uma grande obra dividia em dois “atos”, e aqui, encontra-se a despedida de algo que tanto encantou na primeira “cena”. O que exatamente? Apenas você lendo esta pequena obra para saber. Essa história possui um corpo pequeno em todos os sentidos, mas ainda possui uma sombra gigantesca que lhe garante sobrevida. Seria aqui o fim de Arrakis, Paul e dos Vermes Gigantes ou apenas da criatividade deste autor? Terei que aguardar o próximo volume para saber.

Comentários

Comentários