A CANÇÃO DOS SHENLONGS: Guerras Épicas do Império de Housai
Autor: Diogo Andrade
Ano de Lançamento: 2016
Nº de páginas: 83
Formato: E-book


SINOPSE

Os tempos mudaram. A ascensão do Império de Housai obrigou os monges guerreiros shenlongs a se isolarem cada vez mais. Com o passar dos anos, os Quatro Templos sagrados se tornaram seu último refúgio. Os Antigos se foram. Seus descendentes desapareceram. Aqueles que resistem à nova ordem estão enfraquecidos.

Por mais de mil anos, o Templo da Montanha, Shanjin, se manteve firme em Linshen. E para Mu, Shanjin é sua casa. Chegou ao templo ainda criança junto de seu irmão, Ruk. E, quando Ruk é expulso da ordem monástica, Mu vive o conflito entre a dor da perda e se manter como um shenlong, fiel aos ensinamentos e o caminho de retidão.

Os problemas se agravam quando um espadachim misterioso traz a notícia da grande ameaça que pode abalar os Quatro Templos. O exílio não durará. Agora, os shenlongs de Shanjin devem reforçar suas defesas e se preparar para o combate. Pois, desta vez, nem a Barreira será suficiente para protegê-los.

Em a Canção dos Shenlongs, Diogo Andrade introduz um universo ficcional elaborado com suas próprias regras, leis, deuses, religiões e relações de poder, que transportam o leitor para uma realidade de grande imaginação e totalmente crível.


RESENHA

“ Vida e morte são caminhos que andam juntos para um shenlong. “

A Canção dos Shenlongs: Guerras Épicas do Império de Housai é o primeiro volume de uma saga de Fantasia (voltado à cultura Oriental) escrito pelo autor brasileiro Diogo Andrade lançado em 2016 exclusivamente em formato digital (E-book).

“Todos temos um potencial autodestrutivo, Mu. Em maior ou menor grau, é algo presente em qualquer pessoa. Às vezes conseguimos canalizar essa energia de maneira positiva. No entanto, quando sucumbimos ao impulso, talvez a maior caridade esteja em não levarmos ninguém conosco. “

No livro acompanhamos o ponto de vista por parte de Mu, Shenlong de Shanjin, entenda o termo Shenlongcomo algo muito próximo de um monge, toda a cultura apresentada ao longo da obra, lembra bastante a esta classe. Mu descreve para alguém (?) os eventos que culminaram na expulsão de seu “irmão” Rukdo Templo da Montanha e tudo o que ocorreu a partir daí.

“Manteve-se firme enquanto removiam sua alma. Pois era isso que a yantra representava: o espiríto de um shenlong. “

Shanjin é um dos 4 Templos dos Shenlongs – ministrado pelo Ababe Kame, sub comandado pelos poderosos guerreiros Sarujin e Shizu e que conta ainda com os conselhos da misteriosa Velha Gilga. O Templo da Montanha é um lugar pacifico e harmonioso, onde a cultura dos “monges” são passadas aos mais jovens através das aulas, e todos os ensinamentos dentre estes, a incrível habilidade de artes marciaissão assimilados de maneira plácida. Pouco se sabe sobre o mundo “externo”, sua interferência sobre os Shenlongs é praticamente nula, visto que o templo é protegido por uma barreira mágica, instransponível para os forasteiros. Porém, quando uma ameaça surge, os guerreiros terão de se preparar para enfrenta-la e caso não tenham sucesso, o preço a ser pago pode ser alto demais.

“Eu nunca as vira em ação, mas ouvira histórias. Histórias que falavam de soldados-demônios com chamas frias no lugar dos olhos. Evidente que serviam apenas para espalhar o medo. Há muito eu aprendera que os homens eram os verdadeiros demônios. “

A Canção dos Shenlongs é daqueles livros que ao terminar, você anseia por mais, anseia por descobrir mais sobre o mundo e a cultura ali apresentados, sobre os personagens, seu passado e o caminho para onde o futuro aponta, anseia por mais descrições sobre todo o contexto envolvido. Em suma, A Canção dos Shenlongs é realmente como uma doce melodia dentro de um compilado de outras músicas, daquelas que te faz buscar os outros trabalhos do álbum, afim de apreciar toda a obra criada.

“Assustado, agradeci o chá, saindo de lá o mais rápido que pude. No entanto, dali em diante aquelas palavras de Velha Gilga se tornariam meu pesadelo. “

O livro ou a novela (devido ao tamanho da obra), é de uma leitura ágil e extremamente fluída, me lembro de ter finalizado em um único dia tranquilamente. A escrita do autor é excelente, as descrições das batalhas são bem trabalhadase o ambiente possui uma imersão considerável. O cenário é restrito ao Templo da Montanha Shanjin e sua floresta ao redor, mas isso de forma nenhuma limita a experiência do leitor. Obra recomendadíssima! Ideal para aqueles intervalos entre obras mais complexas com suas milhares de páginas, escutem a A Canção dos Shenlongs, e conheçam mais sobre este mundo fantástico.

“Esse karma é dele. Porém, talvez pudesse tê-lo guiado melhor. Esse é o meu. Karma é a lei do universo. Assim como o chi permeia tudo, a sabedoria de Heiwa também está em todo o lugar. “

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