FICHA TÉCNICA

A MetamorfoseA METAMORFOSE
Autor: Franz Kafka
Ano de Lançamento: 1915
Nº de páginas: 104
Editora Companhia das Letras
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SINOPSE

A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana – tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.


RESENHA

Franz Kafka traz uma novela inquietante, sombria e incomparável nesta história de homens, espaço e segregação. Atribuindo um artificio gritante, que é a transformação de um ser humano em um gigantesco(para os padrões, claro!) inseto, o autor determina uma viagem de crítica ao cenário humano atual(àquela época, talvez..) e, conforme um conto dantesco, uma “paródia” daquilo que nos seria de pior convivência, abre um momento de reflexão sobre todos os nossos defeitos e um estudo aprofundado sobre eles.

Aqui, o herói, protagonista e centro da estória, chama-se Grégor Samsa, um vendedor, caixeiro viajante que, de repente, de uma outra para outra, se vê transformando em um inseto, qual depois, por detalhes, atribui-se à uma barata.

A Metamorfose

É claro que as imagens dessa transformação e todo o horror psicológico que nela, há, prontifica este livro como, no mínimo, curioso. A atmosfera de dor(física e psíquica) do protagonista e de sua família é registrada por Franz Kafka de maneira peculiar, com várias transformações ao decorrer da estória, mas o que mais vale salientar neste ponto é a possibilidade de escolha do leitor acerca do que seria o “mais correto a se fazer?” Seria esconder o horror e trancá-lo, lá? Seria combater o medo, a ojeriza e prestar algum momento de conforto àquela “coisa”? Ou.. até mesmo, o desprezo.. fingir que não mais existia..? Com o passar das páginas, o leitor vai descobrindo um pouco de si mesmo, dadas às recorrentes questões qual o livro aborda e, principalmente falando sobre o enredo, é notável a expressão de angústia que este provoca, sufocando cada página à sua posterior e indagando a quem lê: “o que fazer?” “O que você faria?”

A Metamorfose

Há pontos luminosos, porém, no contato com as personagens deste drama.. Há o amor escondido, por vezes intencional de pessoas de uma mesma família.. Há a mesquinhez de almas sobrepostas à uma realidade desfavorável.. Há o exercício de vida e de querer viver mais, inclusive, daquele que é por fim, acometido de tal desgraça: a transformação de si mesmo em um pesadelo ambulante, e até mesmo sendo isso, esquece-se do que é quando em sinal de encontro à beleza, no caso da estória, quando ele sai do quarto, já transformado em um inseto horrendo, para ouvir de perto, e chegar perto, enfim, de um som de violino qual perpetrado ali na sala de sua casa, e esquecendo-se de o que era, causa o espanto a todos aqueles que ali estão, para ouvir a mesma música, e. A partir daí, ele descobre, ele se lembra, ele se vê.. como realmente era: uma aberração! Ou seja, para ele, naquele momento, ele era apenas alguém apreciando música… e quantas não são as vezes que somos assim? que nos esquecemos de quase tudo apenas para nos sustentarmos em nossas mentes?

A Metamorfose


SENTENÇA

Franz Kafka nos leva a um mundo escuro, cinzento e compacto, mas.. Conforme o desenrolar dos fatos, conforme o fim da estória, vamos nos sentindo cada vez mais inconformados com o fato de haver tantas partes claustrofóbicas em simples histórias de vidas que seriam simples. Vidas que ainda são.

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