FICHA TÉCNICA

NINFEIAS NEGRAS
Autor: Michel Bussi
Ano de Lançamento: 2017
Nº de páginas: 386
Editora Arqueiro
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SINOPSE

Giverny é uma cidadezinha mundialmente conhecida, que atrai multidões de turistas todos os anos. Afinal, Claude Monet, um dos maiores nomes do Impressionismo, a imortalizou em seus quadros, com seus jardins, a ponte japonesa e as ninfeias no laguinho. É nesse cenário que um respeitado médico é encontrado morto, e os investigadores encarregados do crime se veem enredados numa trama em que nada é o que parece à primeira vista. Como numa tela impressionista, as pinceladas da narrativa se confundem para, enfim, darem forma a uma história envolvente de morte e mistério em que cada personagem é um enigma à parte – principalmente as protagonistas. Três mulheres intensas, ligadas pelo mistério. Uma menina prodígio de 11 anos que sonha ser uma grande pintora. A professora da única escola local, que deseja uma paixão verdadeira e vida nova, mas está presa num casamento sem amor. E, no centro de tudo, uma senhora idosa que observa o mundo do alto de sua janela.

Ninfeias Negras


RESENHA

Sabe aqueles raros momentos que você adquire alguma coisa e se encanta ao saber que levou para casa muito mais do que aquilo pelo que pagou? Se engana quem está pensando que esta premiada obra é apenas mais um bom romance policial. Ele é uma pequena “bomba” que irá explodir uma aquarela inteira de sentimentos em seu coração. Ele começa e termina com morte, mas fala de vida, e vida em abundância.

Ninfeias Negras

“O crime de sonhar eu consinto que seja instaurado.
Se eu sonho, é com aquilo que proíbem.
Vou me declarar culpado. Gosto de estar errado.
Aos olhos da razão o sonho é um bandido.”
Começamos de forma explosiva com o assassinato brutal de um mulherengo cirurgião oftalmologista apreciador das obras de Monet. Em seu bolso um misterioso cartão de aniversário celebrando os 11 anos de alguém. Três linhas de investigação são montadas pela polícia: “comércio negro” de obras de arte, amantes e seus maridos ciumentos assim como crianças em perigo. Três mulheres estão envolvidas com o crime: Uma senhora que testemunha o crime, uma bela mulher fazendo pouco caso do acontecido e uma criança prestes a se envolver com o mesmo. Quem poderá solucionar esse emaranhado todo? Um charmoso jovem policial está no comando das investigações. Porem, ele está apaixonado demais pela jovem despretensiosa a ponto de não conseguir enxergar um palmo a sua frente, que o diga uma faca chegando por trás.

Ninfeias Negras“Olho meu rosto ressecado, enrugado, frio. Morto (…) As velhas aqui são condenadas a usar véu, ninguém quer vê-las. É assim que as coisas são. Até em Giverny. Principalmente em Giverny, o vilarejo da luz e cores. As velhas são condenadas as sombras, à escuridão, à noite. Inúteis. Invisíveis. Elas passam. E são esquecidas.”

O autor nos delicia com um arco-íris emocional através das memórias de nossas três protagonistas. Apreciamos as cores da vida infantil com a jovem Fanette Morelle: paixões, sonhos, inocência, dependência, fragilidade, vulnerabilidade e alegria despretensiosa. Com a bela mulher Stéphanie Dupain as cores da vida adulta: trabalho, amor, decepções, frustrações, encruzilhadas, traições, escolhas, riscos e responsabilidade. Com a misteriosa senhora as fortes cores de uma vida idosa: rancor, dor, brevidade humana, acidez, plenitude, solidão, saudade e morte.

Ninfeias Negras“Por que as pessoas no fundo admiram os loucos? Principalmente as mulheres? “


SENTENÇA

Essa exuberante obra não se contenta em contar uma boa trama. Ela é repleta de pequenas histórias interligadas que vão te envolvendo e angustiando até a última página (literalmente). A prosa realista do autor encanta e assusta na mesma proporção. Quem nunca desejou ter uma “obra-prima” exposta em casa? Provavelmente você, assim como eu, não têm dinheiro para comprar um quadro de Monet, mas com certeza possui o bastante para adquirir este livro e exibi-lo em sua estante. Sei que não é igual, mas irá te satisfazer da mesma forma.

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