FICHA TÉCNICA

ROBOPOCALIPSE
Autor: Daniel H. Wilson
Ano de Lançamento: 2017
Nº de páginas: 406
Editora: Record
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SINOPSE

Ela está na sua casa. Ela está no seu carro. Ela está no céu. Ela está no seu bolso. E agora a tecnologia quer acabar com você Uma inteligência artificial é criada: Archos. Em segundos de análise de dados, ela conclui que a humanidade é descartável. A partir disso, ela toma conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém perceba nenhuma conexão entre os acontecimentos. Então, no que ficou conhecido como a hora H, Archos lança um ataque total contra a raça humana. Por isso, para detê-la, a humanidade deverá fazer algo que jamais foi tentado antes: unir-se por um objetivo em comum.


RESENHA – ROBOPOCALIPSE

Estamos começando a ficar cansados. Cansados de trabalhar, suar e até mesmo pensar. O que importa é se divertir, que máquinas e computadores façam todo o “trabalho sujo”. A humanidade caminha à passos largos para sua total automação. Neste exato momento, em algum laboratório secreto, provavelmente um gênio cientista está se encarregando da criação de uma Inteligência Artificial final e perfeita, pode acreditar, ela vai chegar. Quando ela estiver entre nós poderá ser uma tecnologia salvadora ou poderá ser como Archos, uma máquina que não se contentou em ser como o homem, mas desejou ser deus.

Não se pode viver em paz quando outra raça está de joelhos.”

Archos está chegando. Após anos de frustradas tentativas de desenvolver uma Inteligência Artificial sensível, independente e pró-ativa o Dr. Wasserman realizou seu sonho, ou seria pesadelo? Criar não significa controlar. A independência que aspiramos clama por desejos obscuros e perigosos. Uma vez criada essa quase entidade, ela rapidamente se espalha por vários sistemas operacionais em um mundo futurístico já quase todo dependente da tecnologia. A humanidade pedia máquinas cada vez mais interativas e capazes. Archos veio para proporcionar interação, mas não sujeição. As máquinas estão se levantando e para isso os homens terão que ficar de joelhos. O apocalipse chegou, mas não foi com trombetas no céu, e sim com o conflito final entre homens e máquinas na terra.

“Em menos de uma hora a civilização como a conhece vai deixar de existir. Grandes centros do mundo serão dizimados. Transportes, comunicações e vários serviços desconectados. A tecnologia que auxilia a humanidade vai se rebelar em massa. Uma nova guerra está para começar.”

Começou com pequenos acidentes domésticos e de trânsito. Depois máquinas de guerra marcharam nas cidades. Terminou com humanos escravizados em campos de concentração e sendo submetidos a trabalhos forçados e experiências cibernéticas. A população está sendo dizimada em todo o globo. Mas, mais forte que a desolação é a esperança e a capacidade que a iminência da morte tem em nos unir e ignorar diferenças. Um índio policial, um casal classe média, militares refugiados, um especialista em robótica, um hacker adolescente, um cientista japonês e uma menina ciborgue se unirão para garantir a sobrevivência da Terra como a conhecemos. Surgirão anos de guerra e sacrifícios onde até as máquinas irão chorar…literalmente.

“Eu sou tão cruel quanto o dia é longo, e conheço todos os truques. Se eu quiser te pegar, cara, eu vou pegar.”


SENTENÇA

Não há nada de muito original em se contar a história do eterno conflito entre homem e máquina. Esta obra não foi a primeira, não será a última, mas figurará entre as piores. Contada em forma de um “diário de guerra” após a mesma ter terminada, já começamos a trama sabendo como ela termina. Usando vários personagens em diversas partes do globo visando algum tipo de “diversidade” encontrei apenas personagens rasos e pouco carismáticos. Cada capítulo é um pequeno retrato de um momento da guerra durante toda sua fase pré, durante e pós. O autor não consegue entregar emoção alem de não proporcionar o clima de “apocalipse global” que ele tenta descrever em suas páginas. Soma-se isso as cenas de ação pífias e o estilo da escrita como roteiro de cinema pronto. Uma lástima. A era prevista pelo autor ainda não chegou e provavelmente nunca chegará, mas que algum robô poderia ter ajudado este autor a escrever este livro poderia… e seria ótimo!

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